terça-feira, 21 de abril de 2009

Mutandis mutatis.


Com a aproximação da estréia de Wolverine, eu, X-maníaco há 18 anos, só tenho a comemorar.

Comemorar e conviver com comentários do tipo "nossa, você gosta dessas coisas?".

Porra.

Não existe ninguém como Wolverine? Você já sentiu as garras da maldade do seu colega de serviço?

Não existe ninguém como Ciclope? Já levou um olhar como o dele de alguém que não te suporta?

Não existe Emma Frost, telepata que assume uma forma de diamante?
Já sentiu a dureza e frieza dos comentários a seu respeito?

Não existe o Blob, enorme e gordo, que nada pode mover? Já percebeu como tem gente que ocupa espaço na sua vida?

Não existe o Wraith, teleportador?
Viu como as pessoas somem da sua vida, quando voê precisa?


Ah, queridos e queridas, existe muito mais coisa além do mundinho visível, tá ?

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Esforço.

Todo esforço é pouco e não tem quem faça o suficiente.

Não há satisfação para que não sabe o que quer.


O maior problema de estar á disposição é que nem sempre estou realmente disposto.

Aliás, não estou disposto a nada, não tenho mais paciência pra essa palhaçada, eu não sou daqui, estou procurando nas estrelas alguma que possa me receber.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Guarda chuva dentro de casa.


E tão comum ao ser humano buscar proteção. Ainda bem que não lembro de quando perdi meu lar no útero.

Gostaria de ser arrancado hoje do seu lar?

E ainda quando temos tudo, um Deus, uma família, um amor, mesmo abrigados da tempestade numa casa de tijolos que o lobo mau não pode assoprar, nem sempre estamos nos sentindo seguros.

Aí tentamos de toda forma ter uma cobertura, fechar as portas para ninguém entrar, mesmo que não tenha mias ninguém.

Ok, abra as portas da mente sem deixar qualquer um entrar. Coloque uma campainha.
Se alguém tocar a campainha e sair correndo, pelo menos vá ver quem é, pode ser uma visita.

E mesmo que toda ameaça imoral, amoral, anormal se afigure...bem...dê um sorriso pra ela.

Ainda assim, tento ter um bom-humor.

Nem cheguei a abrir a porta da mente ainda, mas fecho os olhos deitado no chão e agradeço.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Uma vida que não existe.

Choque de realidades.

Quando saímos da periferia, é que realmente vemos aonde estão os seres humanos.
Toda frescura e afetação é fingimento.

Todo sorriso é falso e exagerado, todo bom-dia é por educação.
Todo cartão de crédito é dourado, toda compra é para presente.

Todo cuidado é pouco, toda pessoa é importante.
Todo encontro é barulhento, todo carro é importado

Os seres HUMANOS ficaram na periferia.

domingo, 29 de março de 2009

Pensei que tinha resolvido.

Nem o que eu queria me contenta.

Tenho certeza de que nada é o bastante.
Ou nada pode ser o bastante.

Uma horrível sensação de que não posso ser preenchido por nada, já que tentei de tudo e nenhum lugar me faz me sentir bem, ninguém pode me entender, não tenho prazer em estar, não quero mais ir, não tenho paciência pra esperar.


Se não era o que eu queria, então não sei o que eu quero.
Pensei que ia resolver.

Para onde vão os trilhos.


Sinceramente essa é a melhor representação da minha vida no momento atual: um monte de trilhos levando e trazendo de algum lugar, olhando de longe não dá pra entender os caminhos, e também dá medo de chegar perto.





Não consigo sair da mesma estação..

quarta-feira, 25 de março de 2009

Minha cor...


Poucos dias depois de ter feito esta foto e (lógico) ter aplicado em photoshop esse brilho em violeta, minha cor preferida, tive um encontro com meu grupo de teatro numa praça em meu bairro.

E enquanto estava lá conversando com uns e outros, percebi que uma menina que estava sentada com o namorado próximo a nós não parava de olhar pra mim. Logo ela me chamou. Não quis dar atenção, pensei que pudesse ser só pra me encher, mas ela insistiu e fui ver o que era.

Ela me perguntou: - Você tem alguma religião?
Respondi que sim, sou espírita.
Você acredita em aura?
Sim novamente.
Teve um bom dia hoje?
Eu estava muito cansado, passei o dia todo andando e conversando sobre amores passados, estava esgotado, mas bem...

Ela me disse que estava vendo a cor de minha aura.
Que era violeta. Eu realmente amo essa cor, sempre usei nas minhas pinturas, desenhos, tudo... Mas nunca achei que realmente pudesse apresentar essa cor. Penso se pudéssemos nos ver dessa forma. Um amigo meu disse que um dia eu estava cercado de cinza... Será que teríamos preconceito com a aura alheia? O que seria de um homem de aura rosa? Haveria racismo?

sexta-feira, 20 de março de 2009

Para quem gosta de procurar figuras em nuvens.


Olho para o céu, para esquecer que há a Terra. Sem pessimismo, maldade, revolta. Será que o céu é azul por quê espera que tenhamos mais calma? As nuvens se acumulam por quê têm medo de ficar sozinhas? Não faz sentido olhar para baixo, somos convidados a querer subir. Alguma coisa nos espera.

terça-feira, 17 de março de 2009

Coleção Cavaleiros.



Resumo dos trabalhos relacionados á coleção Cavaleiros, de 2007 e 2008. A idéia original é de 2006, e ainda sinto que não terminei essa coleção. Acho que estou aguardando a sintonia com o tema novamente.

sábado, 14 de março de 2009

Adquira sua sacola Dalí-Galliano.


Estas flores não existem mais.




Meses se passaram após as fotos, olhamos e ela parecem ser bonitas, delicadas e cheirosas, mas hoje não há o menor vestígio delas.


Assim somos nós.

Cada um que carregue a sua cruz.

O sol do escuro.

Do começo de 2008


Kandinsky me ensinou a transformar as cores e os traços em coreografia. As cores falam e os pontos se movimentam e eu os sigo não como que busca a cor na tela, mas como quem busca a marca no espaço vazio, invisível para o olho, perceptível para a pele.


Se as cores fossem diferentes, ainda assim passaríamos apressados.

Se eu subir até o topo, alcançarei o sol?

sexta-feira, 13 de março de 2009

Monolito, o que você está fazendo aí?


Juro que não senti emoção nenhuma diante da versão polida e rearranjada do Monolito.
Além do que, não aconteceu nada na presença dele.



Se não sabe do que estou falando, assista 2001, Uma odisséia no espaço.

Há quanto tempo você está sentado aí?



Já teve a sensação e que você foi esculpido pra ficar aí?
Bem aí onde você está?



Não se mova.


Não posso ficar inerte, tenho a ânsia do movimento. Mas mesmo que me movimente tanto, ainda sinto como se estivesse esculpido e cuidadosamente colocado aqui, e nunca tivesse saído.
E pior, ainda sendo observado por todos.

sábado, 7 de março de 2009

Colcha de retalhos.



Apresentação do espetáculo "Colcha de retalhos" com a Cia. Mãe Joana, no projeto Dança Vocacional. Teatro Martins Penna Foto: André Gusmão

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